Impressões sobre o "Harry Potter"
QUEM AINDA NÃO VIU O FILME NÃO DEVE LER!!!
Fui com a maior expectativa ver ontem o quarto filme da saga Harry Potter. Eu realmente esperava um filme finalmente digno dos livros (afinal os outros três são muito ruinzinhos), baixei trailers e tudo o mais. Eu punha fé no filme, todas os previews diziam que era o melhor filme dos quatro e que o diretor estava de parabéns. Bom, eis o que constatei ao término da sessão:
O diretor realmente merece palmas o clima tenso do filme ficou bom mesmo (óbvio que não é nada comparado aos filmes de M. Night Shyamalan, mas tá tri legal). E, sim, o filme é o melhor dos quatro, disparado. Entretanto há muita coisa ruim no filme, a começar pelo roteirista paradoxal, o cara ficou de parabéns por tirar o F.A.L.E. do filme, isso seria realmente chato (como no livro), mas, putz, parece que ele pegou o livro da Rowling e ateou fogo nele em outras cenas. O início do filme foi uma trolha de cenas curtas com longo espaço de tempo entre elas pra apenas mostrar o que são os portais, Krum e o ataque dos comensais da morte, e, pra isso, tomou apenas uns sete minutos; tive a impressão que o filme acabaria em alguns minutos depois tamanha rapidez.
Prosseguindo...
O baile. Na tentativa de mostrar que Harry e seus amiguinhos estão amadurecendo, o roteirista faz uma cena que beira o ridículo quando Hermione senta na escada a chorar.
Ainda no baile: os gigantes Hagrid e Mme. Maxime parecem dois idiotinhas (ok, eles estão apaixonados, mas ficou exagerado).
Rita Skeeter. No livro ela é insuportável, no filme ela é apenas mais uma personagem engraçadinha. Nunca chegamos, de fato, a odiá-la.
Ah, cadê as VEELAS?
Opa, acho que pulei a cena da primeira tarefa... Quando vi o sorteio achei legais os dragõeszinhos e quando percebi que não mostraria os outros três campeões executando a tarefa compreendi de cara o porquê disso (falta de tempo), mas a cena continua e se torna aquela babaquice de um dragão fazendo rappel no telhado de Hogwarts pra perseguir o protagonista. Que eu me lembre o dragão só queria defender seu(s) ovo(s) não sair numa caçada em busca de carne humana e sangue. Ele não devia ser tão inteligente a ponto de querer matar Harry a todo custo. Ah, por que, afinal, ele não voa pra matá-lo quando Potter está quase caindo?? Esquece que tem asas? Detalhe: essa cena, inexistente no livro, e idiota, toma muito tempo do filme. Tempo que poderia ser bem melhor empregado em algum outro ponto que ficou falho (como o início!?!?!?).
Segunda terefa: essa ficou bem melhor e, se não fosse pelo detalhe da "transformação" deprimente do Krum (ele é semi-animago?? não nadaria mais rápido se fosse 100% tubarão ao invés de apenas a cabeça?*), seria perfeita.
Aqui o diretor e/ou roteirista subestimam a inteligência do público. O tique da língua de Bartô Crouch Jr. é simplesmente focado e força toda a platéia a se tocar que ele está "na pele" de Olho-Tonto Moody. Eles poderiam ter feito isso bem mais sutilmente. Parece que quem vê o filme é idiota e, a menos que se esfregue na cara do espectador a evidência da dualidade, não perceberíamos os detalhes.
Encaminho-me pro final...
Terceira e última tarefa: Ugh, que dor no estômago ao vê-la finda. As sebes estão muito legais e tudo o mais. Mas qual é exatamente o desafio que tem ali? Não tem sequer um mísero pelúcio pra dificultar o que no filme é apenas um labirinto no qual as paredes mudam de lugar. Cadê o Bicho-Papão? Aquela lesma que cospe fogo (ou algo equivalente)?? Decepcionante isso.
Clímax.
Agora, se o filme tem que merecer palmas por algo esse algo é Voldemort. A cena em que Cedrico morre e todo o bafafá acontece ficou muito legal, muito mesmo. Pra variar, Ralph Fiennes dá um banho de atuação mesmo num personagem que aparece por pouco tempo. A caracterização dele ficou magnífica (ao menos chegou bem próximo daquilo que eu imaginava). Os movimentos ofídicos dele... Os ataques súbitos (bote)... Explêndido. Cheguei a ignorar o fato de Pedro Pettigrew continuar tão ridículo quanto no terceiro filme. Todo e qualquer dinheiro gasto pra ver o filme passa a valer a pena no momento que o Lorde das Trevas ressurge.
Resumindo: O filme é cheio de falhas, algumas estúpidas, mas não chega a derrubar o filme ainda mais com a cena do "Voldy". Um filme bom pra ser visto sem ter-se lido o livro, do contrário fica-se frustrado.
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Tô ficando com sono, aliás, muito sono. vou terminar por aqui, qualquer coisa ponho um PS amanhã ou talvez um novo post.
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26/11/2005 - 22:20
* Conforme me foi dito é assim mesmo no livro. De qualquer forma é tosco e as indagações aplicam-se ao livro, portanto. Ainda assim o personagem transformado tá tosco.
No decorrer do dia achei mais dois buracos no roteiro do filme que pode comprometer os próximos. A ausência daquele personagem (não sei o nome) que paga uma aposta na copa de quadribol com dinheiro mágico de leprechauns, e o dinheiro dado como prêmio ao campeão do torneio Tribruxo. Ao omitir isso o diretor do filme acaba por deixar o próximo numa situação difícil: gastar tempo fazendo a apresentação do cara ou deixá-lo de fora (alternativa impossível, ele tem papel importante); como os próximos diretores vão lidar com a loja dos irmãos Weasley? sem o dinheiro do Harry não tem como eles abrirem-na e, de novo, faltaria uma boa parte da história nos próximos filmes.
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28/11/2005 - 22:00
Percebi mais uma coisa. Ao final do livro, Dumbledore delega um monte de tarefas aos seus e briga com Cornelius. Isso não acontece no filme. Aliás isso pode ser um baita erro do diretor, se ele tivesse feito isso o final seria bem mais impactante (como o do livro), deixando quem vê angustiado querendo saber como vai se desenrolar a história. E isso também empurra pro próximo filme tudo isso. Coitado do próximo diretor.
Fui com a maior expectativa ver ontem o quarto filme da saga Harry Potter. Eu realmente esperava um filme finalmente digno dos livros (afinal os outros três são muito ruinzinhos), baixei trailers e tudo o mais. Eu punha fé no filme, todas os previews diziam que era o melhor filme dos quatro e que o diretor estava de parabéns. Bom, eis o que constatei ao término da sessão:
O diretor realmente merece palmas o clima tenso do filme ficou bom mesmo (óbvio que não é nada comparado aos filmes de M. Night Shyamalan, mas tá tri legal). E, sim, o filme é o melhor dos quatro, disparado. Entretanto há muita coisa ruim no filme, a começar pelo roteirista paradoxal, o cara ficou de parabéns por tirar o F.A.L.E. do filme, isso seria realmente chato (como no livro), mas, putz, parece que ele pegou o livro da Rowling e ateou fogo nele em outras cenas. O início do filme foi uma trolha de cenas curtas com longo espaço de tempo entre elas pra apenas mostrar o que são os portais, Krum e o ataque dos comensais da morte, e, pra isso, tomou apenas uns sete minutos; tive a impressão que o filme acabaria em alguns minutos depois tamanha rapidez.
Prosseguindo...
O baile. Na tentativa de mostrar que Harry e seus amiguinhos estão amadurecendo, o roteirista faz uma cena que beira o ridículo quando Hermione senta na escada a chorar.
Ainda no baile: os gigantes Hagrid e Mme. Maxime parecem dois idiotinhas (ok, eles estão apaixonados, mas ficou exagerado).
Rita Skeeter. No livro ela é insuportável, no filme ela é apenas mais uma personagem engraçadinha. Nunca chegamos, de fato, a odiá-la.
Ah, cadê as VEELAS?
Opa, acho que pulei a cena da primeira tarefa... Quando vi o sorteio achei legais os dragõeszinhos e quando percebi que não mostraria os outros três campeões executando a tarefa compreendi de cara o porquê disso (falta de tempo), mas a cena continua e se torna aquela babaquice de um dragão fazendo rappel no telhado de Hogwarts pra perseguir o protagonista. Que eu me lembre o dragão só queria defender seu(s) ovo(s) não sair numa caçada em busca de carne humana e sangue. Ele não devia ser tão inteligente a ponto de querer matar Harry a todo custo. Ah, por que, afinal, ele não voa pra matá-lo quando Potter está quase caindo?? Esquece que tem asas? Detalhe: essa cena, inexistente no livro, e idiota, toma muito tempo do filme. Tempo que poderia ser bem melhor empregado em algum outro ponto que ficou falho (como o início!?!?!?).
Segunda terefa: essa ficou bem melhor e, se não fosse pelo detalhe da "transformação" deprimente do Krum (ele é semi-animago?? não nadaria mais rápido se fosse 100% tubarão ao invés de apenas a cabeça?*), seria perfeita.
Aqui o diretor e/ou roteirista subestimam a inteligência do público. O tique da língua de Bartô Crouch Jr. é simplesmente focado e força toda a platéia a se tocar que ele está "na pele" de Olho-Tonto Moody. Eles poderiam ter feito isso bem mais sutilmente. Parece que quem vê o filme é idiota e, a menos que se esfregue na cara do espectador a evidência da dualidade, não perceberíamos os detalhes.
Encaminho-me pro final...
Terceira e última tarefa: Ugh, que dor no estômago ao vê-la finda. As sebes estão muito legais e tudo o mais. Mas qual é exatamente o desafio que tem ali? Não tem sequer um mísero pelúcio pra dificultar o que no filme é apenas um labirinto no qual as paredes mudam de lugar. Cadê o Bicho-Papão? Aquela lesma que cospe fogo (ou algo equivalente)?? Decepcionante isso.
Clímax.
Agora, se o filme tem que merecer palmas por algo esse algo é Voldemort. A cena em que Cedrico morre e todo o bafafá acontece ficou muito legal, muito mesmo. Pra variar, Ralph Fiennes dá um banho de atuação mesmo num personagem que aparece por pouco tempo. A caracterização dele ficou magnífica (ao menos chegou bem próximo daquilo que eu imaginava). Os movimentos ofídicos dele... Os ataques súbitos (bote)... Explêndido. Cheguei a ignorar o fato de Pedro Pettigrew continuar tão ridículo quanto no terceiro filme. Todo e qualquer dinheiro gasto pra ver o filme passa a valer a pena no momento que o Lorde das Trevas ressurge.
Resumindo: O filme é cheio de falhas, algumas estúpidas, mas não chega a derrubar o filme ainda mais com a cena do "Voldy". Um filme bom pra ser visto sem ter-se lido o livro, do contrário fica-se frustrado.
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Tô ficando com sono, aliás, muito sono. vou terminar por aqui, qualquer coisa ponho um PS amanhã ou talvez um novo post.
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26/11/2005 - 22:20
* Conforme me foi dito é assim mesmo no livro. De qualquer forma é tosco e as indagações aplicam-se ao livro, portanto. Ainda assim o personagem transformado tá tosco.
No decorrer do dia achei mais dois buracos no roteiro do filme que pode comprometer os próximos. A ausência daquele personagem (não sei o nome) que paga uma aposta na copa de quadribol com dinheiro mágico de leprechauns, e o dinheiro dado como prêmio ao campeão do torneio Tribruxo. Ao omitir isso o diretor do filme acaba por deixar o próximo numa situação difícil: gastar tempo fazendo a apresentação do cara ou deixá-lo de fora (alternativa impossível, ele tem papel importante); como os próximos diretores vão lidar com a loja dos irmãos Weasley? sem o dinheiro do Harry não tem como eles abrirem-na e, de novo, faltaria uma boa parte da história nos próximos filmes.
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28/11/2005 - 22:00
Percebi mais uma coisa. Ao final do livro, Dumbledore delega um monte de tarefas aos seus e briga com Cornelius. Isso não acontece no filme. Aliás isso pode ser um baita erro do diretor, se ele tivesse feito isso o final seria bem mais impactante (como o do livro), deixando quem vê angustiado querendo saber como vai se desenrolar a história. E isso também empurra pro próximo filme tudo isso. Coitado do próximo diretor.

